The paradox of post-orogenic mountain longevity

Authors

DOI:

https://doi.org/10.20502/rbg.v27i3.2775

Keywords:

geomorphology, post-orogenic landscapes, topography, topographic decay, landscape evolution

Abstract

 A evolução da topografia após o término dos processos orogênicos responsáveis pela formação de cadeias
montanhosas tem intrigado as geociências há mais de um século. Paisagens intraplaca com relevos expressivos, picos acima
de 2000 m e elevações médias superiores a 1000 m persistem mesmo onde o espessamento crustal tectônico cessou há dezenas
ou centenas de milhões de anos. A longevidade do relevo nesses orógenos antigos permanece enigmática, e é notável que, em
alguns cinturões orogênicos Brasilianos, sua história pré-cambriana seja mais bem compreendida do que sua evolução pós
orogênica. Esta revisão sintetiza o conhecimento atual sobre o paradoxo da longevidade das montanhas pós-orogênicas.
Examinamos: i) sua distribuição global; ii) abordagens para estimar a escala temporal do decaimento topográfico; iii) hipóteses
sobre a evolução das paisagens pós-orogênicas; e iv) um exemplo numérico simples que ilustra o papel central da resposta
isostática-flexural na redução do relevo. Argumentamos que a evolução das montanhas pós-orogênicas se distribui ao longo
de um contínuo entre dois cenários extremos, “rejuvenescimento topográfico” e “sobrevivência prolongada do relevo”, cuja
importância relativa varia entre paisagens de acordo com suas histórias geodinâmicas e climáticas. Esperamos estimular novas
pesquisas sobre a evolução das paisagens pós-orogênicas, utilizando cenários brasileiros como laboratórios naturais.

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Published

2026-09-30

How to Cite

Peifer, D., Val, P., Santos, M. dos, & Novo, T. (2026). The paradox of post-orogenic mountain longevity . Revista Brasileira De Geomorfologia, 27(3). https://doi.org/10.20502/rbg.v27i3.2775

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